PLANO DE RECUPERAÇÃO DE RESILIÊNCIA APRESENTADO PELO GOVERNO É “SENTENÇA DE MORTE AO INTERIOR” ACUSA A CIMDOURO - Edição Jornal
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PLANO DE RECUPERAÇÃO DE RESILIÊNCIA APRESENTADO PELO GOVERNO É “SENTENÇA DE MORTE AO INTERIOR” ACUSA A CIMDOURO

PLANO DE RECUPERAÇÃO DE RESILIÊNCIA APRESENTADO PELO GOVERNO É “SENTENÇA DE MORTE AO INTERIOR” ACUSA A CIMDOURO

O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), apresentado pelo Governo no passado dia 15 de fevereiro, “é uma sentença de morte ao Interior de Portugal e uma fraude”, considera o presidente da CIM DOURO, o autarca de Sernancelhe, Carlos Santiago.

O PRR entra agora num processo de discussão e auscultação pública, mas o responsável pela CIM Douro, que engloba 19 municípios, entre os quais Armamar, Lamego, Moimenta da Beira, Penedono, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço e Tarouca, todos dos distrito de Viseu, diz que se trata de “uma sentença de morte ao Interior de Portugal e uma fraude” e justifica: “anuncia a recuperação e resiliência da economia e da sociedade e promete a coesão territorial mas, na verdade, faz tábua rasa das necessidades e planos estratégicos e de desenvolvimento da CIM Douro, dos seus 19 municípios e condena as aspirações das mais de 200 mil pessoas desta região e de todo o Interior de Portugal”.

Carlos Santiago acrescenta que o PRR “reflete o desconhecimento e a insensibilidade de quem governa e o oportunismo dos dois estrategas nacionais: o primeiro-ministro e o autor da estratégia, o professor Costa Silva.

Depois de a CIM Douro ter apresentado ao Governo, em 2017, o seu Plano para a década de 2020/2030 e de ter manifestado junto da Assembleia da República e da União Europeia as prioridades de investimento para que o Douro (Linha do Douro; IC 26; e Douro Inland Waterway) pudesse retomar um processo de crescimento económico sustentável e convergisse com o País e com a Europa, o PRR agora conhecido constitui uma mentira e uma ilusão, concentrando os investimentos concretos e de futuro no Litoral e reservando para a região apenas os cuidados continuados, os cuidados paliativos e o reforço da rede de apoio à terceira idade, dizendo tratar-se de uma medida de “resiliência”, promotora de “desenvolvimento harmonioso do território nacional”.

Diz ainda o autarca que “o Governo mente” quando afirma que o PRR é uma “visão estratégica de Portugal objeto de um amplo processo de auscultação pública da sociedade portuguesa, tendo merecido um vasto consenso no que respeita à generalidade das prioridades elencadas”. A auscultação que existiu “foi apenas um ato de manipulação para o Governo disfarçar a sua inigualável veia centralizadora, e cujo expoente máximo é Primeiro-Ministro António Costa, que não faz o que diz e apregoa o que não pensa cumprir, como sucedeu com a promessa que fez à Comunicação Social durante a sua visita à Nacional 2, numa descarada manobra de teatro, quando referiu que tinha uma dívida para com o Interior”, acrescenta o presidente da CIM Douro.

Carlos Santiago conclui uma longa nota à imprensa considerando que “o Interior de Portugal não pode aceitar este PRR. O Douro não aceita este PRR. É uma infâmia para com uma região que é conhecida pela sua resiliência e que, por causa das descriminações e sujeita às mais atrozes decisões do Poder Central, permanece pobre, quando na realidade dá um contributo inquestionável à economia nacional, à balança comercial de Portugal, tanto faz pela imagem e prestígio do País e sistematicamente gera riqueza para ser depois aplicada noutras regiões mais ricas e desenvolvidas. Em junho, quando for conhecido o resultado do CENSOS, o País real que António Costa e António Costa e Silva ignoram na estratégia para a próxima década, vai ser conhecido. E aí vão perceber que daqui a 10 anos estará morto e que eles foram os coveiros do Interior de Portugal”, pode ler-se.

Esta e outras notícias para ouvir em desenvolvimento na Estação Diária – 96.8 FM ou em www.968.fm.