Prisão preventiva para Melchior Moreira, José Agostinho em liberdade com caução de 50 mil euros - Edição Jornal
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Prisão preventiva para Melchior Moreira, José Agostinho em liberdade com caução de 50 mil euros

Prisão preventiva para Melchior Moreira, José Agostinho em liberdade com caução de 50 mil euros

O presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Melchior Moreira, um dos cinco suspeitos na alegada viciação de procedimentos de contratação pública, vai ficar em prisão preventiva. Dos restantes quatro arguidos, José Agostinho, CEO da Tomi World, de Viseu, ficou sujeito a proibição de contacto e a uma caução de 50 mil euros.

Os interrogatórios no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) do Porto começaram na sexta-feira e prolongaram-se até segunda-feira, tendo esta terça-feira sido feita a promoção das medidas de coação pelo Ministério Público (MP) e a oposição pelos advogados e, hoje, dadas a conhecer as medidas de coação.

As cinco pessoas foram detidas pela Polícia Judiciária (PJ) na quinta-feira, na operação com o nome de código Éter, que incluiu buscas em entidades públicas e sedes de empresas.

À saída do TIC, Filipe Santos Marques, advogado de José Agostinho, disse aos jornalistas que “em princípio” vai recorrer das medidas de coação aplicadas.

O advogado de Melchior Moreira, recusou prestar declarações.

Em causa estarão ajustes diretos realizados nos últimos dois a três anos que ultrapassam um total de cinco milhões de euros.

Segundo fonte policial, os ajustes diretos eram concedidos por valores muito acima do mercado e, por vezes, sem que o serviço fosse prestado.

A investigação centrada no Turismo do Porto e Norte “determinou a existência de um esquema generalizado, mediante a atuação concertada de quadros dirigentes, de viciação fraudulenta de procedimentos concursais e de ajuste direto”, avançou a PJ na quinta-feira.

Com esse esquema, pretendia-se “favorecer primacialmente grupos de empresas, contratação de recursos humanos e utilização de meios públicos com vista à satisfação de interesses de natureza particular”, referiu a polícia.

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